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Segredo revelado

Segredo revelado

21.08.19

''hellou''


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 Hello pessoas!
Ou, como diz alguém, ''hellou'' .

Ultimamente tenho pensado bastante em como as pessoas são estranhas. Sou uma pessoa, sou estranho, então sei bem do que falo.
Até que ponto somos verdadeiramente importantes para alguém? Há pessoas insubstituíveis? Há pessoas inesquecíveis? 
Ando com uma sensação de que eu sou uma daquelas pessoas que facilmente se esquece, se deixa de sentir a falta. Pode ser paranóia minha? Pode, de facto pode.
Mas depois começo a pensar em algumas pessoas que sumiram da minha vida e já não me acho tão paranóico.

Tornou-se estranhamente fácil descartar pessoas e esquece-las. Reciclagem de amigos, sentimentos...
Certamente tenho pés de barro e telhados de vidro ao falar sobre este assunto, pois alguma vez também eu já terei deixado alguém cair no esquecimento, mas vou arriscar falar disto como se nunca o tivesse feito.
Custa-me, quase tanto como me dói, entender como se passa a ignorar alguém a quem se disse, não há muito tempo, para não se afastar, para não deixar os sentimentos, as boas vibes e bons momentos tornarem-se tão assustadoramente bons que levassem a um afastamento, por medo da ''vertigem'' em que se estava.

Em poucos meses, e são poucos mesmo, há quem mude muito rapidamente de opinião, de vontades que antes eram tão fortes e hoje parecem não existir.
Nessas coisas sou mais coerente, mais de ideias, vontades e sentimentos fixos, que não mudam tanto assim ao sabor de cada mudança de direcção do vento.
Demoro a dizer certas palavras que acho fortes, importantes demais. Palavras como ''sempre'', ''nunca'', ''amor'', ódio'' assustam-me pelo peso emotivo que carregam quando as dizemos a alguém, por isso não as digo de ânimo leve, como quem diz ''batata''.

Acho que fui uma moda, um vício de um momento. Todos sabemos como a moda é cíclica. Passou a moda, acabou o momento. Outras tendências de moda surgiram, esgotou-se o meu momento, o tempo disponível para mim.
Há situações muito irónicas na vida. Estou a pensar especificamente numa em que essa pessoa me disse que um dia eu acabaria por me afastar dela. Respondi-lhe, quase como se fosse uma virgem ofendida, que não o faria. E não fiz. Mas ela fez(-se) o favor de ser ela mesma a afastar-se.
E eu fico como no meio disto tudo? Sei lá eu!


Segredo revelado : Regresso, mais de 3 anos depois do ultimo post aqui publicado,  com um post deprimente mas que espelha bem o meu estado de (des)ânimo.







20.01.16

2016 : back to my (not so) ''bad habit''...


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1º post publicado em 2016, depois de vários meses, - nem sei quantos e também nem interessa muito, né? É! -, sem aqui publicar o que quer que fosse.
Curiosamente, este nem é o 1º post escrito este ano, no entanto, por vários motivos, não aconteceu tê-lo publicado antes deste. Afinal havia outro! Havia e há! Ainda cheira a fresco e será oportunamente publicado.
Ora, mas como hoje, num acto de bastante impulsividade e para agitar o tédio em que me estava a sentir, não me está a apetecer escrevinhar muito, mas, por outro lado, apetece-me retomar o meu (not so) ''bad habit'' de escrever e aqui vir mais regularmente, cá vai disto : música!
Um post com um tube e meia dúzia de palavras mais ou menos vagas não exige grande paciência neste momento, e ainda bem, porque não estou mesmo com muita.
Antes de me ir ali, vou só partilhar uma pequena curiosidade parva.
Estava eu, nessa coisa fantástica chamada Youtube, a ouvir uma música do Hozier e a nova da Aurea, ambas bem giras, diga-se, quando me lembrei que tinha ouvido que Tame Impala será uma das bandas presentes no NOS Alive deste ano.
Que fez aqui o ''menino'' ? Pois claro, fui ouvir Tame Impala, que, confesso, nem conheço muito bem. Até gostei do que ouvi, mas estava eu a olhar para a lista de tubes ao lado e vi este tube que de seguida aqui deixarei.
Não é que escrever aqui seja um ''bad habit'' , mas pareceu-me boa ideia incluir o nome da música neste post de regresso. No post e no titulo dele.
Também me parecia boa ideia incluir na minha vida, só em algumas das noites mais frias de Inverno e tal, a mulher que aparece no vídeo, mas algo me diz que isso não acontecerá. O melhor é mesmo comprar um edredão mais quentinho.  
E chega de escrever, por agora...
Siga a música!

 

 

segredo revelado : continuo a não escrever de acordo com o Acordo Ortográfico!
Até breve!

11.07.14

O ''pacotão'' da Meo...


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Aqui há uns 2 meses atrás, em virtude de o meu irmão estar a pensar aderir ao pacote Meo4o, estava eu, dando algum bom uso à internet, a pesquisar sobre as vantagens e desvantagens em aderir a esse pacote, quando descobri, entre muitos outros, um artigo com um nome, no mínimo, curioso : ''10 respostas sobre o pacotão da Meo''.
Epa, ainda nesse mesmo dia, em conversa com alguém, comentei algo que pensei no preciso momento em que li o título do artigo. ''Quantas pessoas serão induzidas em erro ao pesquisar e a encontrarem na sua pesquisa um resultado daqueles?''
me algo do tipo : '' Todos os homens seriam induzidos em erro! A publicitária da Meo é mulher, sabe que os homens aderem a tudo com mensagens subliminares sobre sexo''.

E é bem capaz de ter razão, afinal de contas, homem que é homem, e gosta de tecnologia, gosta de ver um bom ''pacote''. Pensando bem, isto nem é tanto assim uma questão masculina, pois, se não estou em erro, e se estiver podem sempre corrigir-me, as mulheres também apreciam um pacote bem feitinho.
Mas vamos lá pensar um bocadinho naquilo que se procura num pacote para o considerar um bom pacote, o verdadeiro ''pacotão'' que agrada praticamente a gregos e troianos.
Antes de mais, porque meter as mãos num pacote devia ser uma coisa liberal, um bocado à vontade das necessidades do cliente, devia haver pacotes dos quais se pudesse usufruir sem ter um compromisso de fidelização. Parecendo que não, porque as coisas mudam, o pacote que ontem nos satisfazia pode muito bem não ser o pacote que nós amanhã queremos usar. Há pacotes que perdem vantagens com o passar do tempo, tornando-se menos atractivos. É uma vida cruel, onde o aparecimento de novos pacotes, mais vistosos, capazes de nos fazer saltar os olhos das órbitas, relega para segundo plano os pacotes que em tempos todos achámos muito sexys. C'est la vie!

 

 


Qual é o melhor pacote, o pacote firme e compacto ou o pacote flexível e alargado? Bem, isso depende um bocado dos gostos de cada um, ''né'' ? No Brasil, por exemplo, a malta delira com os grandes pacotes...da Oi e da Claro internet. Especialmente no Carnaval é possível perceber a satisfação geral que pode trazer a existência de tais pacotes no Sambódromo.
Em África, como seria de esperar num continente onde ainda se crê que as big girls são better girls e que os rapazes têm todos grandes ''brinquedos'' (obviamente que me refiro a arcos e flechas, carrinhos feitos de latas de sardinha,...), também têm um gosto particular por pacotes generosos, pacotes ao estilo ''pacote'' de elefante, daqueles que já vemos a 1km de distância.
Na Europa , por causa de várias questões culturais e estéticas, gostamos mais dos pacotes compactos e firmes, aqueles pacotes que nunca ficam descaídos, nem mesmo quando a pessoa não faz exercício... do seu direito de usufruto de tudo o que o seu pacote lhe pode oferecer de bom (internet, tv, telefone fixo e telemóvel).
Na minha intensiva procura de informação sobre pacotes, chegando mesmo a recorrer à visualização de fotos e vídeos de variados pacotes muito desejados atualmente, apercebi-me de umas coisas interessantes. No começo todos gostam do pacote que escolheram e acham-no o melhor pacote do mercado, fazendo tudo e mais alguma coisa para o realçar e promover...

No começo, na perspectiva de quem quer vender o pacote a outras pessoas, é tudo vantagens e qualidades. Até o preço é bom, com direito a descontos por escolhermos o pacote deles e não dos ''vizinhos''...
No começo, no inicio da relação, quando há ainda um fulgor próprio da novidade e um desejo quase permanente de testar ao máximo tudo o que o podemos fazer com o pacote, tudo corre suavemente, tudo é satisfação e sorrisos...
Mas, meus amigos, conforme vai passando o tempo e o pacote já não se mostra tão satisfatório e começa a dar os mais variados problemas a quem o usa, regra geral a situação termina sempre da mesma forma... Como? Fácil! A situação termina com o cliente a mandar o vendedor ou o assistente da marca a ir levar no ''pacote'' e com os tipos que deram o pacote a tentar fugir com o ''pacote'' à seringa das responsabilidades.
Enfim, cada cabeça, sua sentença...e sua preferência por este ou aquele pacote! Desde que seja um pacote asseadinho, sem cláusulas que venham manchar o encanto natural do pacote, cada um que use o seu como quiser, ''né'' ?
Em jeito de conclusão, e porque a maioria de nós gosta de finais felizes, posso informá-los de que o meu irmão, depois de muito ponderar, depois de procurar a aprovação e consentimento da minha cunhada também, optou mesmo por usar o pacotão da Meo4o e está, até hoje, bastante satisfeito. É comovente, para mim que não sou casado, perceber que os casais se modernizaram e se tornaram liberais a ponto de discutirem entre si o uso e abuso (se for muito usado) do pacote. Ainda há poucos anos atrás isso era um tema tabu, mas hoje em dia fala-se abertamente disso, incluindo mesmo os filhos e outros familiares nessas tomadas de decisão. Modernices!

 

 

 

 

segredo revelado: este post não foi escrito ao abrigo do uso do novo acordo ortográfico, mas, em compensação, foi escrito num momento em que tenho o ''pacote'' suavemente bem instalado na cadeira.
Poderia até revelar outro segredinho, mas não sei até que ponto seria estranho e muito mal interpretado e distorcido se eu dissesse que divido o uso do pacote que na verdade é do meu irmão, portanto omito essa parte, já que tenho bem noção de que nem todas as mentes são inocentes como a minha.

 

23.04.14

''Maizum''...


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E pronto, fiz anos, estou um aninho mais velho!
Este último ano parece ter passado depressa demais, embora, à imitação de tantos outros anos passados, não tenham havido acontecimentos muito marcantes a marcar este ano de vida.
Este aniversário, ao contrário do anterior, nem fiquei muito deprimido por ter feito anos, mas, é justo dizer, também não fiz grande questão em me lembrar e em ser lembrado dessa data.
Foi, excepção feita aos (poucos, mas sinceros) votos de parabéns recebidos, um dia normal. Quer dizer, não foi muito normal, a tosse e o ranho não permitiram toda a normalidade que eu desejava que tivesse acontecido. Bela prenda de anos, hein? Bah! Passei o dia de anos a tossir, a fungar, a espirrar,...
Este ano aconteceu uma coisa engraçada.Alguém, certamente com uma vontade enorme de me querer envelhecer antes de tempo, enviou-me uma mensagem de parabéns...uma semana antes da data certa!Lol Tratei logo de esclarecer que até lhe perdoava se, chegando o dia certo, 12 de Abril, não recebesse uma nova mensagem de parabéns, afinal de contas já a tinha enviado. (e não recebi mesmo {#emotions_dlg.tongue}).
Ora, mais pormenores sobre esse dia. A minha sobrinha foi a mais entusiasta do dia.Só faltou ir acordar-me para me dar os parabéns. De tão interessada que estava e de tão indignada com a minha ausência do Facebook, fez questão de me dizer que lá me tinha dado os parabéns e que eu lá devia ir para agradecer os parabéns dela e de outras pessoas que os tinham dado. A miúda só me faz rir, confesso. Sai-se com frases do tipo '' ó tio, tens de ir ao Face, é feio se tu não agradeces os parabéns.'' .Vocês foram? Pois, eu também não.

 

 

 


A respeito do Facebook e de parabéns. É, no mínimo, curioso ver como diminuí o número de parabéns se a nossa data de aniversário estiver oculta. Esse tipo de coisas, como se não bastasse já a pouca importância que dou ao Face, só me faz questionar a importância de termos muitos amigos no Face, se depois só uma minoria se lembra, sem ajuda do lembrete, de coisas importantes como o aniversário de alguém. Confesso que até estou curioso, no dia em que regresse ao Face, em ver quem até se lembrou sem ajudas.
Este ano, para meu lamento, nem a minha tia e nem a minha prima me adoçaram a boca com o delicioso arroz doce que tão bem sabem fazer. Esse arroz doce que me faz salivar de gula chegou apenas uma semana depois, por altura da Páscoa, acompanhado de um belo e saboroso bolinho de laranja.
Epa, não se riam muito, mas vocês acreditam que tenho comido o bolo e estou a adiar a altura de começar a comer o arroz doce só para ''o poupar'' e tê-lo mais tempo para o comer. Ainda estou sujeito a lixar-me, se ele acabar por se estragar .
Bem, por falar em estragar, e antes que este post se estrague (ainda mais) por excesso de palavras minhas, dou-o por encerrado.
Adeuzinho e até... sei lá! Nem eu sei, nem alguém se importa.

 

 





segredo revelado: 35 anos. Falta-me atingir tantas metas, realizar tantos sonhos...
Falta-me também, vezes demais, a força suficiente para perseguir essas metas, esses sonhos.
Não havendo, para já, algumas das coisas que eu mesmo e os outros esperavam que eu tivesse - e nem me refiro a bens materiais!- , que vá tendo aquilo que não me tem faltado e que muitos outros desejariam ter : saúde , família próxima e um cérebro minimamente funcional.
35 anos de idade? Venham mais uns quantos!{#emotions_dlg.happy}


 

28.03.14

Lá fora a chuva cai...


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Portugal, julgo que é do conhecimento geral, é um dos países onde há maior número de horas de exposição solar em toda a Europa.
Aliás, esse é um dos grandes motivos que faz com que tantos estrangeiros escolham o nosso cantinho à beira-mar plantado como destino das suas férias ou como destino para a compra de uma segunda casa de habitação.
Bem, turismo e sol à parte, este post incide mais sobre algo que, embora tão necessário para a existência do nosso ecossistema e para a produção agrícola, é muito mal amado pela generalidade das pessoas : a chuva!
Vá, não vou aqui dar uma de tonto que diz que adora dias de chuva invernosa, mas admito, sem grandes problemas, o quanto gosto de poder ouvir o som da chuva cair enquanto me encontro em casa, de preferência à noite e já deitado na caminha.
É um som que me transmite uma tranquilidade enorme, um som que me relaxa corpo e alma...
Se já é próprio da minha natureza eu pensar muito - e nem me venham tentar fazer crer que isto tem a haver com alguma característica do meu signo, que não ''engulo'' essas coisas! - , então quando se propiciam aquelas condições que referi anteriormente, ui, viro um verdadeiro filósofo de trazer por casa.
Cheguei, há cerca de 45 minutos, de mais um dos habituais treinos das quintas-feiras e não encontrei o sono em casa, onde ele devia estar à minha espera. A viagem de regresso a casa foi feita, debaixo de uma chuvinha miúda, confortavelmente sentado no lugar do pendura, no banco da frente de um carro que até é meu, mas o qual nem conduzo já nem sei desde quando. Sou um tipo estranho, eu sei, escusam de me dizer o óbvio!
Acho que a viagem, mal comparando com outras coisas, pode ter sido uma espécie de preliminares, um warm up para despoletar esta minha predisposição a ficar acordado a ouvir a chuva cair.
Deve ser inédito isto de ter preliminares num carro. Quer dizer... se calhar não é tão inédito assim! Inédito e extremamente amaricado é mesmo eu comparar a viagem a preliminares sexuais, tendo em conta que no carro éramos 4 gajos de barba rija, todos, quanto se sabe, hetero. Adiante!
Hoje, isto é, ainda ontem, dia 27 de Março, não interessa o porquê, que lá por lerem isto não quer dizer que seja suposto saberem tudo, tive um daqueles momentos em que dou por mim a pensar que sou realmente um gajo que bate um bocado mal das ideias. E o que motivou esta minha conclusão tão brilhante ? Uma conversa sobre um carro, mais concretamente um carro automático.
''Sabes conduzir um carro automático?'' , perguntaram-me. Eu lá respondi que nunca conduzi um desses e que nem o meu tenho conduzido. Isto é normal?! Não é muito normal, até eu reconheço isso, tal como reconheço a insignificância do ''toque'' que, desde há uns anos, levou a que, cada vez menos e menos e menos, eu conduzisse o carro, até deixar por completo. Ok, na verdade nem tenho realmente necessidade de o fazer, mas, caramba, há momentos em que daria jeito.
Este meu receio infundado, tal como outros, instalou-se de tal modo na minha vida, na minha rotina, que acabei por o aceitar como algo natural, algo normal. Mas não é, isso é o pior!
Haverá pior do que, topem só a qualidade da metáfora, estando alguém perante várias portas fechadas e tendo garantias de que atrás de algumas dessas portas se encontram bons prémios, coisas pelas quais vale a pena abrir alguma porta, uma única que seja!, a opção mais frequente seja não abrir nenhuma das portas? Se calhar há pior do que isso, mas digo-vos, acreditem se quiserem, que esta inacção também não é nada boa.
Quantas oportunidades boas terei deixado passar ao lado apenas porque, por medo , vergonha ou simples descrença nas minhas capacidades, não optei por abrir uma porta fechada... ou semi aberta?! Bah! E quantas mais deixarei passar futuramente?! Demais, infelizmente.
Vou dormir ''mazé'', que já escrevo sobre tudo e não consigo dizer nada de jeito.
Até mais!



segredo revelado: As certezas e confianças dos outros fazem perceber-me o quão fortes são as minhas dúvidas e inseguranças sobre coisas tão básicas (ao nível do básico Homo Sapiens) como sobre mim mesmo.




 

20.02.14

Anselmo Ralph - Eu Te Amava Mais ...


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Se é suposto que a música tenha a capacidade de transmitir e provocar emoções de algum tipo, esta tem essa capacidade.
Posso estar enganado, mas a letra desta música faz imenso sentido para muitas pessoas que já a ouviram e para muitas mais que a ouvirão futuramente.
Faço minhas as palavras do Anselmo Ralph. Aproveitem o ''despertar'' de consciência que esta música vos pode causar e digam, sem vergonhas e sem medo de exagerar na quantidade de vezes que repetem as mesmas palavras, o quanto amam alguém. Um dia, quando esse alguém já tiver morrido, será tarde demais para dizer o que quer que seja.
Infelizmente sei bem do que falo.

 

segredo revelado: Não sou de lágrima fácil, mas, talvez por esta música me ter feito lembrar da minha mãe e de todas as palavras que nunca tive ocasião de lhe dizer antes de ela morrer, não tive como não ficar de lágrimas nos olhos ao ouvi-la.

''...mas agora já não estás aqui, o teu amor já não está aqui, eu não valorizei...''
Deve ser efeito da idade, da saudade, do remorso ou da porcaria de dias que tenho tido nos últimos dias, mas ando demasiado lamechas. E quanto mais lamechas fico, mais me falta um ''colo''.



07.02.14

Olá 2014...


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1º post de 2014.Vamos lá ver se funciona como motivação para voltar a dedicar mais do meu tempo aqui ao meu cantinho secreto onde pouco tenho vindo nos últimos meses.
E para o 1º post...música que vale pela qualidade que tem e pelo bem que descreve o que vai cá dentro.


 

 

 

segredo revelado : ''Essa saudade de ti''.

14.10.13

Por aqui vai-se para a Jamaica ou para a prisão ? ...


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Há várias coisas ,em mim , nos que me são mais próximos e no mundo em geral , das quais não gosto. Ninguém é perfeito , isso já todos sabemos , mas há alguns defeitos que me custam a aceitar.
E isto tudo vem a propósito de quê? Vem a propósito de um amigo meu , sobre o qual até já falei ao de leve num outro post, que gosta de fumar umas ganzas para ver a vida mais colorida.
Opa, não tenho nada contra o facto de ele fumar ganzas. As ganzas que ele fuma não me afectam, nem trazem grandes, para não dizer nenhuns, males ao mundo. Que fume as suas ganzas , que curta as sensações que elas lhe proporcionam..i don't care!
Incomoda-me um bocado mais a naturalidade e o à vontade com que ele fala do que faz , independentemente de estar perto ou não de pessoas completamente desconhecidas. Uma coisa é , a meu ver , ter esse tipo de conversas junto de um grupo de amigos ou conhecidos, mas se a pessoa tem esse tipo de comentários na presença de qualquer um , o caso muda de figura , passa a ser estupidez!
Ele é ''puto'' ainda , tem toda a imaturidade e gabarolice própria de muitos jovens de 18 ou 19 anos com muito sangue na guelra. Parece-me que esse expor público de que faz isto , aquilo e aqueloutro , mesmo tendo consciência de que algumas dessas coisas que expôe publicamente são ilegais e podem , em último caso , levá-lo à prisão, são uma estranha forma de se tentar afirmar , de sobressair no grupo onde insere e junto de perfeitos estranhos. Na óptica dele , por dizer que fuma ganzas , que já vendeu ganzas quando andava na escola, que conhece pessoas que traficam outro tipo de drogas, etc, isso torna-o muito in , o verdadeiro puto rebelde , o bad boy...
Na minha óptica isso só o torna um gabarolas algo estúpido que devia aprender a fechar mais a ''matraca''. O silêncio é de ouro, mas ele , pelos vistos , ainda não descobriu que por vezes mais vale ficar calado e ser low profile do que ser um papagaio gabarolas que conta tudo e mais alguma coisa.

 

 


O rapaz agora , talvez inspirado pelo apelo dos nossos governantes à aposta dos jovens no sector primário, nomeadamente na agricultura, decidiu ser um pequeno agricultor. E quando digo pequeno, digo mesmo pequeno, já que a plantação dele se concentra num pequeno vaso escondido algures. Produção de ervas aromáticas? Chá? Nah! Uma planta de cannabis, claro , pois aquilo é essencialmente uma aposta na agricultura de subsistência.
Se é tão elogiada a comodidade e a poupança existente em ir ao quintal buscar uns produtos à horta em vez de os ir comprar ao supermercado, opa, nada mais natural (e justo) que o rapaz se tenha decidido a fazer o mesmo em relação à ''erva''. Pelo menos assim sabe o que consome , tem certeza que é um produto biológico.
Bem , ele é gabarolas , agora é agricultor de coisas ilegais... Isso já não é muito bom, mas há algo que me preocupa mais. Ultimamente , pois estou semanalmente com ele e com um grupo de amigos a desenvolver uma actividade desportiva, tenho-o ouvido , vezes demais para meu gosto, falar em coisas ligeiramente mais ''pesadas'' que a simples ganza que ele fuma.
Volto a repetir que pouco me importa que ele fume as ganzas dele, pois não vejo aí grande mal. Aliás , digo até mais que isso...Um dia até eu vou fumar uma. Só com conhecimento de causa posso desfazer a minha ideia, talvez ingénua , de que o efeito que aquilo faz é mais uma coisa psicólogica do que realmente um efeito ''químico '' provocado por uma erva com folhas estranhas.
Quando o assunto deixa de ser a inocente ganza e passa a ser MD( cristal) , linhas de coca que já lhe meteram à frente e que , diz ele , ainda nunca experimentou e heroína , epá , aí já fico aflito e a pensar como ele está a ficar perigosamente perto de se ''perder''. Se ele entra (não entrou já? penso nisso) nesses caminhos que levam ao consumo de drogas mais viciantes , com efeitos mais fortes e mais nefastos e bastante mais caras (digo eu que nunca fui fazer compras dessas!) , tendo em conta alguma imaturidade dele e alguma falta de apoio familiar, ou muito me engano ou ia ser um caminho em queda vertiginosa.

 


Ele próprio assume conhecer quem facilita a aquisição dessas drogas mais pesadas , então, até ele um dia se decidir a experimentar uma dessas é apenas uma questão de tempo/oportunidade. E se experimentar uma vez não irá experimentar uma segunda? E se experimenta e continua a experimentar donde virá o dinheiro para o consumo? Quando começarão os roubos ou o tráfico de coisas mais perigosas que as ganzas que ele vendia a outros putos na escola?
Não é meu familiar , nem é um dos amigos que tenho como mais próximos ou antigos , mas não evito pensar nessas questões. Tenho um sobrinho da idade dele e tenho primos da idade dele, não ia gostar que um deles estivesse tão perto da hipótese de ter um futuro todo fod*do... É sempre triste perceber que alguém está na iminência de se ''perder''na vida e , quiçá, já não voltar a conseguir encontrar um rumo que o leve a um destino menos bom. 
Não sou muito de mandar ''bitaites'' sobre como cada um deve orientar a sua vida , mas acho que se me aperceber que ele anda a entrar de facto no muno do ''chuto'' , sou bem capaz de lhe dar uma palavrinha sobre o assunto. Se a palavrinha não chegar , epa... leva, literalmente, um chuto no traseiro, para ver se atina!

Pode parecer um desejo estranho da minha parte , mas entre o menos bom (ganzas) e o péssimo (outras drogas), opa, espero que fume , apenas e somente , ganzas durante o resto da vida dele.




segredo revelado : Num destes dias em que habitualmente nos reunimos para jogar, estávamos nós, já depois do treino terminar e do duche tomado, no exterior do pavilhão desportivo onde vamos jogar, todos na conversa , a falar sobre tudo e sobre nada , num ambiente descontraído. O tal amigo que fuma assim umas ''coisitas'' decidiu acender uma e começar a fumá-la. Ninguém estranhou , ninguém se opôs, ninguém reclamou , nem ninguém tinha de o fazer (ou tinha? pessoalmente , acho que não ). Passado um tempinho , o condutor do carro em que todos vamos decidiu que era hora de virmos embora para casa e disse isso mesmo. Já era realmente um pouco tarde , já passava da meia-noite... O tal meu/nosso amigo pediu mais um bocadinho para acabar de fumar a ganza e lá tivemos de esperar. 3 gajos a ver um outro fumar, como se fosse um espectáculo de variedades. A dado momento, já que tínhamos acabado por ficar todos próximos uns dos outros , junto ao carro, viro-me para ele e digo-lhe : - '' Ó A... , vai rodando a ganza , assim fumamos isso num instante e vamos para casa.'' É complicado descrever a cara dele ao ouvir-me dizer aquilo , mas ficou com uma expressão que era um misto de '' mas este gajo passou-se ou quê?!'' e '' ah seu ganda palhaço, tens umas piadinhas muito giras , tens , tens!''.
Risada geral de todos os presentes foi a reação à minha sugestão. Há quem fume para alterar o estado de ânimo , mas ali, mesmo só estando um a fumar , todos estávamos bem animados, risonhos. E não, não era efeito do fumo passivo. {#emotions_dlg.smile}

27.08.13

Solidão...


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Solidão

 

 

''Se te queres matar, porque não te queres matar?

Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,

Se ousasse matar-me, também me mataria...

Ah, se ousares, ousa!

De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas

A que chamamos o mundo?

A cinematografia das horas representadas

Por actores de convenções e poses determinadas,

O circo policromo do nosso dinamismo sem fim?

De que te serve o teu mundo interior que desconheces?

Talvez, matando-te, o conheças finalmente...

Talvez, acabando, comeces...

E de qualquer forma, se te cansa seres,

Ah, cansa-te nobremente,

E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,

Não saúdes como eu a morte em literatura!

Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!

Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...

Sem ti correrá tudo sem ti.

Talvez seja pior para outros existires que matares-te...

Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado

De que te chorem?

Descansa: pouco te chorarão...

O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,

Quando não são de coisas nossas,

Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,

Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda

Do mistério e da falta da tua vida falada...

Depois o horror do caixão visível e material,

E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.

Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,

Lamentando a pena de teres morrido,

E tu mera causa ocasional daquela carpidação,

Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...

Muito mais morto aqui que calculas,

Mesmo que estejas muito mais vivo além...

Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,

E depois o princípio da morte da tua memória.

Há primeiro em todos um alívio

Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...

Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,

E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois, lentamente esqueceste.

Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:

Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste;

Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.

Duas vezes no ano pensam em ti.

Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,

E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...

Se queres matar-te, mata-te...

Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!...

Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera

As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?

Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem,

Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.

És tudo para ti, porque para ti és o universo,

E o próprio universo e os outros

Satélites da tua subjectividade objectiva.

És importante para ti porque só tu és importante para ti.

E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?

Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,

Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?

Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente:

Torna-te parte carnal da terra e das coisas!

Dispersa-te, sistema físico-químico

De células nocturnamente conscientes

Pela nocturna consciência da inconsciência dos corpos,

Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,

Pela relva e a erva da proliferação dos seres,

Pela névoa atómica das coisas,

Pelas paredes turbilhonantes

Do vácuo dinâmico do mundo...''


(Álvaro de Campos)

 

 

 

 

segredo revelado:  ''Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém... Sem ti correrá tudo sem ti''. Esta frase resume bem todo o poema de Álvaro de Campos , heterónimo de Fernando Pessoa, esse génio da cultura portuguesa.
A grande verdade , mais ou menos dolorosa, consoante tenhamos percepção ou não desta realidade, é que ninguém faz falta e um dia que alguém morra , por muito que se sinta a ausência fisica dessa pessoa, o mundo continuará a existir e tudo correrá bem. 
Aliás , alguns de nós , como eu me sinto hoje, não fazem falta a ninguém. Se já é assim em vida, puuf, depois de ''bater a bota'' até no caixão devem cuspir.